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I close my eyes and see

Ok, São Paulo sempre me desperta os mais variados sentimentos. Andar na Paulista de manhã sempre me faz bem. Pegar o metrô a tarde sempre faz com que eu me arrependa de morar aqui.

No momento que escrevia estava presa no trânsito. Também, sexta-feira, entre 18h e 19h. E ainda estava atrasada. Mesmo assim, sentada na janela, com o vento no meu rosto (e bagunçando meu cabelo) fechei os olhos e fiquei ouvindo música. Quando abri os olhos vi a cidade de um modo diferente. Mesmo sendo um trajeto comum para mim. Sexta-feira, uma noite agradável. A cidade está iluminada e animada.

E me faz bem.

Mesmo com o barulho, com a poluição, com o trânsito, com o metrô lotado, o caos e todos os seus defeitos é assim que São Paulo me faz bem… me faz feliz.

Por mais bobo que seja, estava sentada na janela do ônibus, com o olho fechado, ouvindo música, sentindo o vento e sorrindo como uma idiota apaixonada.

Me sinto pequena e grande aqui. Me sinto importante e inútil.

É, São Paulo é mesmo uma cidade bipolar.

Bright lights in the big city.

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E o que é ser feliz?

Para mim é: mesmo com problemas, dores, dificuldades, você sabe que será do jeito que tem que ser. Bom o ruim. Profundo ou raso. Mesmo que não termine bem, você sabe que era assim que tinha que ser. E, mesmo não se conformando, a vida segue. Para alguns acaba em uma garrafa de vodka. Para outros, termina no caminho que trilhamos, que julgamos certos, que temos em quem confiar, quem amar. Especialmente, a quem agradecer. E, quando você o fizer, se sentirá livre, com certeza. E poderá sim dizer: eu sou feliz!

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04.04.2013

Sociedade

“Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi.”

– I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived.

Henry Thoreau

What doesn’t kill you makes you stronger

Incrível como as vezes uma música combina muito com você. E mais incrível quando combina com seu dia – ou algo dele. Fazia tempo que eu não me sentia assim, que não pensava nessas coisas. E por mais que me faça mal pensar nisso, essa música me fez pensar e… ficar bem. Não sei, é estranho. Talvez eu não queria falar sobre isso, mas no fundo eu preciso. É, só preciso de coragem.

Hoje estudei Nietzsche, e frases como “no pain, no gain” e “what doesn’t kill you makes you stronger” foram citadas. Acho que nuncas as tinha entendido de verdade. Hoje fez sentido. E essa música representa tudo o que eu senti e pensei hoje. Estranho. Mas necessário. Eu sei o que eu preciso, mas não quero. Tenho medo, confesso. Mas preciso. E me faz mal. Mas manter em segredo parece melhor. Sei lá, vai entender.

“Everybody hurts sometimes…”

O Outro Lado da Porta

“Hoje em dia se tu não fala de política, maconha ou putaria, tu é emo. Eu acho que não tem graça, não tenho vontade de falar sobre uma possível plantação de maconha, sobre subir o morro pra pegar pó, eu não quero falar do trenzinho que vai uma mina no meio e o cara na frente, eu não quero saber da mina rebolando até o chão, e eu acho que não adianta nada ficar falando mal da direita quando a esquerda vai cagar tudo também, saca? Então, acho que tem que falar de amor sem ter vergonha, mesmo porque eu acho que o que a gente fala acaba sendo mais positivo para as pessoas do que tu incentivar certas coisas que todo mundo deveria entender sozinho. Eu acho que falar de amor não faz mal para ninguem!”

Tavares – O Outro Lado da Porta

Feliz dia dos Namorados!

Definição.

Talvez seja espontâneo eu escrever sobre isso. Nunca gostei muito de me aprofundar nessa época da minha vida. Eu tinha 12 anos quando tudo começou, e estava na sexta série (sétimo ano). Por um descuido na aula de educação física, deixei de ser simplesmente aquela que todos conheciam e passei a ser outra, com um apelido que prefiro me esquecer e nunca citar. Os meses passaram e mesmo com isso perturbando a minha vida, eu ignorava. O problema era a musica. Única que ouvia um tipo de musica, não ligava para aparência. Era eu.
Na época acho que esse era o problema: ser eu. Era apaixonada por um menino que me tratava bem, mas namorava. Ele sabia que eu gostava dele, e nunca me tratou diferente por isso. E tinha um menino na minha sala, que me zoava demais, mas quando queria algo, conseguia. Sempre foi esse o problema. Acabamos ficando – foi o meu primeiro beijo! – e foi um único beijo na frente da sala inteira na aula de história. Depois disso tudo piorou.
No ano seguinte, achei que as coisas iam melhorar. Tolice a minha. Considero esse o pior ano da minha vida. Entrei para um conjunto de musica, onde conheci varias pessoas novas, cada um com seu jeito e sua diferença, e isso era o bom lá: ser diferente! Mesmo assim, me chamavam de “emo”. Carinhosamente, admito. Mas na escola, eu vivi em um inferno. Minha melhor amiga estava mudando muito, musicas, aparência, estilo. Normal, todos passam por isso. Mas talvez nós não combinássemos mais, e suas novas amigas sim. Acabei sozinha, a zoada da sala, não ligava para aparência e ouvia as musicas que ninguém ouvia.
A diferente.
Não falava com meninos, tinha vergonha, me importava muito o que iam achar de mim, pensar. Fui deixada de lado por aqueles que considerava serem meus amigos. Conheci muitas pessoas novas, que me faziam bem, me aceitavam ser diferente. Mas isso não bastava, queria ser aceita por todos, queria ser igual a todos!
Era frequente eu chorar na escola – em especial na aula de história, com um professor que me ajudou mais do que eu merecia, muito obrigada! – e chegar destruída em casa. Eu corri muito atrás de pessoas que não mereciam, e apesar de tudo não me arrependo. Tomei muito no cu, falando um português bem claro. Sofri como nunca sofri em toda minha vida.
Achava na musica meu ponto de paz, como sempre achei. No conjunto me sentia bem. Escrevia letras, que hoje leio com lágrimas nos olhos. Ouvindo certas bandas, as lagrimas escorriam, mas eu me sentia bem. A vontade de desaparecer era constante. A vontade de morrer, frequente. Talvez seja exagerado dizer isso, mas quem sofreu bullying pelos seus supostos “amigos” e pela sua melhor amiga sabe bem o que é esse sentimento. Foi o pior ano, a pior época da minha vida.
Nessa época meu pai perdeu o emprego, e minha família brigava muito. Não tínhamos dinheiro. Era horrível não ter onde ficar, sofrendo na escola e em casa.
No meio do ano, saturada de tudo, encontrei uma banda que me reaproximou da suposta melhor amiga. Na época, só falávamos deles, para não perder nada, eu vivia para eles. Continuei a sofrer muito no ano seguinte, mas já havia me reaproximado da minha amiga – primeira vitória. Meses depois ouvi o primeiro “eu te amo” em anos. Confesso que chorei. Mudei meu apelido, foi uma ótima mudança.
Passei esse ano sendo zoada, sofrendo, mas fingia que não via. Quem via era meu travesseiro, quando as lagrimas fugiam, de tantas acumuladas. Não falava com meninos – ficava roxa só de um deles vir falar comigo! – e não era de muitos amigos. Conheci a banda que me reaproximou de minha amiga, e assim, me reaproximei das outras. O ano acabou, me formei. Mudei de escola.
Escola nova, sem conhecer ninguém. No primeiro dia conheci uma menina que hoje considero uma das minhas melhores amigas. Na semana seguinte conheci os meninos mais legais do mundo, e, coincidentemente, meu amor.
Com o tempo, fui me abrindo. Comecei a andar só com meninos, e descobri que essa é o melhor tipo de amizade, pois não há segredos, disputas, nem mentiras ou falsidade. Dei meu segundo beijo, mais de dois anos depois do primeiro.
O que mais me doi, é saber que isso começou a 5 anos atrás, e ver minha irmã, onde eu já estive é a pior coisa do mundo. Eu faria qualquer coisa para ajuda-la, para ela não sofrer. É a pior coisa do mundo, e ela não merece isso. Doi muito ver minha irmã nessa situação.
Estou há mais de dois anos nessa escola. Mudei muito, não me importo com o que dizem de mim, falo do que passei em 2007-2008 com lágrimas nos olhos. Passei dois anos andando só com meninos, fiz amizades incríveis. Deixei de ser qualquer uma e me tornei alguém. Me aceitam como sou, não por quem eu tento ser. Lá cada um é de seu jeito, e todos podem ser amigos assim.
Fiz muita besteira nesse tempo todo, mas aprendi com isso. Nunca fui tão feliz em outro lugar, em outra época como sou agora. Nunca usei drogas e não gosto de beber. Achei na música, escrita, literatura e em desenhos – acho que ninguém sabe, mas desenho roupas – meu ponto de paz, um ponto de escape para tudo o que eu passava na época. Nessa época, conheci meu melhor amigo, entrei em um curso técnico e decidi o que eu quero fazer da vida.
Me apaixonei de verdade pela primeira vez recentemente, e ele me faz a pessoa mais feliz do mundo. Quando pensei em me matar, desisti na hora em que pensei nele. Ele – como algumas pessoas – tem o dom de me fazer bem. Se eu gostaria de esquecer tudo o que passei? Não sei, talvez não, pois só assim tenho vontade de seguir em frente e me desafiar.
Meu nome é Camila, tenho 17 anos, namoro o meu melhor amigo e tenho os melhores amigos do mundo. Se tem uma coisa que eu não me esqueço é de tudo o que sofri nesses últimos anos, cada brincadeira tosca que faziam comigo, cada lágrima que deixei fugir. Só queria agradecer a todos que me zoaram esse tempo todo, pois só assim consegui amadurecer e me aceitar como eu sou. E, acima de tudo, queria agradecer a todos que me aceitam por ser como eu sou, não se importam com as minhas diferenças e me fazem feliz.
Nunca fui tão feliz na minha vida, como sou hoje, e sou eternamente grata por tudo o que aconteceu em minha vida. Finalmente me aceitei, finalmente sou quem quero ser, e não quem quero que seja.

Muito prazer, Cami Gregori, técnica em Meio Ambiente e futura jornalista.

“So much has changed, down memory lane”

– McFly

2007

-Por mais que eu espere por um sorriso, sei que não irei ganhá-lo.
Por mais que eu sonhe com as desculpa, sei que nunca irei ouvi-las.
Por mais que eu queira, eu sei que não vou te ter, sei que sonharei até a morte, e chorarei.
Sei que me lembrarei disso, e sei ainda mais que não sou mais criança. Preciso parar de acreditar em contos de fadas.
O seu sorriso, seu olhar, seu jeito, me fazem seguir em frente. Me fazem desejar ainda mais. Continuo sonhando, desejando, esperando. E no final, me desiludindo. Chorando.
Espero por pessoas que coloquem um sorriso no meu rosto. Mas só encontro aquelas que me deixam derrubar lágrimas.
Espero pessoas que alegrem meu dia, e não pessoas que o deixem cinza.
Mas sei de uma coisa: amo essas pessoas. Amo as pessoas que me deixam chorar. E não consigo deixar de amar.
Não sei por que ainda tento. Mas não consigo achar motivos que me façam sorrir verdadeiramente.
Por isso, espero pessoas que me façam bem. Procuro incansavelmente essas pessoas.
Será difícil achá-las?
Sim, mas não impossível.
Apenas se olhe no espelho… Uma dessas pessoas estará lá, te olhando.
E ainda digo com um aperto no coração, desejando ouvir, quem sabe, o mesmo…
“Eu te amo”.


Definitivamente o post mais pessoal desse blog.
@camikz

14/05/2009

Senti sua mão tocar a minha

Faíscas borbulharam
Por todo o meu corpo.
Seus olhos verde-mata
Queriam me dizer algo,
Sua boca reluzente,
Transluzia um sorriso impagável.
Sua pele dourada:
o desejo de tê-lo,
e nunca larga-lo.
Minha boca se move
Descontroladamente
Meu coração bate
Descompassado
Sua mão me solta
E tudo isso se vai.
E o desejo,
de tê-lo,
e nunca larga-lo
Fica; pedindo bis.