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Happy

Esses dias uma amiga minha fez um desenho com 10 coisas que a fazem feliz (mandou bem, Helô) e eu fiquei pensando nisso. E são sim, as pequenas coisas. Como não consegui pensar em só 10, fiz uma lista das coisas que me fazem sorrir feito boba e ficar feliz.

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  • Quando o shuffle te manda aquela música do nada e você até fica meio boba e abalada. Nada melhor do que ouvir o que gosta, e de maneira inesperada então, melhor ainda.
  • Receber uma mensagem inesperada ao longo do dia, que te faça sorrir e esquecer do mundo. Aquele “saudades”, “eu te amo”, e meu favorito “meu, você não vai acreditar no que aconteceu”.
  • Dividir comida com os amigos. E melhor ainda quando você já pega as batatas sem pedir.
  • Frio lá fora e você quentinha dentro (com edredom, chocolate quente, filme, comida…. nham nham).
  • Um abraço que você nem sabe de onde veio.
  • “E aí, como foi seu dia” ou “bom trabalho/aula/afins”. Simples, mas importam.
  • Ser pega de surpresa, ter algo inesperado no seu dia.
  • Se identificar com algo. Pode ser uma música, HQ, livro, filme, qualquer coisa.
  • Vídeos que te façam rir (de preferência os non sense)
  • Cheiro de livro
  • Dialogar com o filme (ele diz uma fala e você já completa com a próxima hihi)
  • Cheiro de grama molhada
  • Tirar o sutiã no final do dia
  • Dançar sem vergonha com os amigos
  • Barulho de mar (ah, a onda estourando…)
  • Aqueles momentos antes de começar um show (luzes apagadas, banda entrando…)
  • Fogos de artifício (mas longe de mim)
  • Colo (de mãe, de amigo, de amor, de gato)
  • Dormir abraçado e acordar cada um de um lado
  • Descobrir o nome de uma música que não sai da sua cabeça
  • Acordar e ver que o dia está bonito
  • Dormir com barulho de chuva
  • Ter o meu gato andando atrás de mim
  • Colocar mais um item na minha lista “Antes dos 25” e saber que nunca vai rolar
  • Terminar um trabalho da faculdade
  • Ver sorrisos no meio do dia
  • Deixar o telefone tocando só para ouvir a música de toque
  • Fazer caretas (e receber uma de resposta)
  • Pessoas que lembram (“Lembra quando…?” ou “Ah sim, você comentou/vi em algum lugar”)
  • Ver fotos (principalmente antigas)

Dezenove

Tá, se você decidiu ler esse post, atenção ao seguinte trecho da música abaixo, e já pode dar play antes de ler:

You can be anything you want to be
Just turn yourself into anything you think that you could ever be
Be free with your tempo, be free, be free
Surrender your ego – be free, be free to yourself

Aos dezenove anos de idade decidi que ia viver e aproveitar cada minuto. Não queria mais “e se”, só buscava mais “lembra quando”. Talvez deixar de pensar e problematizar tudo, só deixar acontecer. E se arrepender por um ou dois dias, se fosse o caso – mas sabendo que não perdi uma oportunidade.

Me arriscar mais, deixar o medo de lado e ir em frente. Falar e fazer besteiras (afinal, estou na idade certa para fazer isso), ter surtos esperando as consequências, respirar fundo três vezes antes de algo acontecer. Quando fosse ruim, falar pra esquecer. E se fosse bom, compartilhar e lembrar.

E rir mais. Guardar cada risada e sorriso. Cada momento, cada história. Cada arrependimento como uma lição, cada conquista como a melhor coisa do mundo. Adicionando cada dia uma coisa nova a minha bagagem.

E repeti a promessa aos vinte anos.

Como? Que? Por que?

Eu sempre achei que precisassemos dar resposta quando escrevemos, e não deixar cada vez com mais perguntas na cabeça.
E aí eu li Borges em 2013 pela primeira vez.
E terminei o meu primeiro livro do Cortázar no começo de 2014.
É incrível, como as palavras de Cortázar prendem. E te fazem reler porque algo se perdeu na primeira letra.
As dúvidas permanecem no ar enquanto as histórias se desenrolam, e por mais que no fim você não tenha entendido nada (e ficado puta com isso) no fundo você sabe que amou.
E aí eu percebi que gosto mais da dúvida do que da resposta. Qual a graça da resposta? Vem tudo pronto, simples na sua mão. Não rola um suspense, um mistério, aquilo que só a dúvida trás.
Qual seria a graça da vida se soubéssemos o sentido dela? E se a gente soubesse tudo sobre o Universo? É, as coisas fariam sentido – e deixariam de fazer.
A dúvida tem um quê de mágica. É, como algo que passa por você e nem percebe. Passa rapidinho, você nem viu. Mas fica lá, te perturbando. É tipo perfume bom no metrô. A pessoa passou rápido, e o cheiro tá lá em você, te fazendo pensar nisso mais tempo do que gostaria.
Se você gosta de respostas rápidas e prontas, tente resolver algo bem difícil. Pode ser um exercício de física (o temor no Ensino Médio mas a paixão quando as peças se encaixam), uma conta complicada de matemática, tentar descobrir mais sobre Homero, ou tentar entender Donnie Darko por completo. Você vai ver, a dúvida vai te perseguir aonde você for. Você estará deitado e vai acordar as 4h da madrugada lembrando a fórmula que você precisava. Ou não vai descobrir nada, e depois de horas rachando a cabeça vai perceber que a dúvida te seduz cada vez mais. E é por isso que você ama tanto ela.
E se você acha que a resposta ainda é mais legal, eu te entendo. Tudo que é mais fácil geralmente é mais legal.
Mas tente. Só tente.

Touch me

Sua mão tocou a minha levemente. Levantei meu olhar até que eu encarei sua boca. Ela estava semicerrada – prestes a formar um sorriso. Ergui meus olhos até os seus. Ele me encarava.

Um sorriso.

Um beijo roubado.

Um abraço.

A felicidade.

Espelho Torto

10.10.2013

O espelho torto me encarava. Eu despida olhava a imagem refletida nele. Os olhos pareciam nunca piscar. O espelho torto distorcia a imagem.

Os lábios semi-abertos (e a pontinha do dente aparecia, semelhante a um coelho), as mãos inquietas com os esmaltes gastos, a espinha indesejável que surgiu, as manchinhas na pele, a barriga magra (mas não mais tão magra), os buracos que se formam em suas costelas, os ossos saltados e o cabelo longo e indeciso.

Tudo isso estava distorcido. Na verdade, tudo isso parecia errado. Parecia estranho.

O espelho torto não distorcia a imagem; ele a recriava. A distorção, o torto, não era o espelho; era o reflexo.

As sobrancelhas se erguiam, a face fazia caretas e tentava não esboçar espanto. O corpo molhado, recém saído do banho, não apresentava mudanças (talvez só o cabelo, mais escuro e mais longo, e a face mais clara).

A água refletia a luz e o espelho torto. A toalha enrolada parecia querer esconder o diferente. A cara lavada parecia natural a isso.

Mas tudo continuava igual: os ossos saltados, as manchas na pele, os buracos nas costelas.

E o espelho torto parecia rir, enquanto observava a cena. Os dentes de coelho sorriam também.

Milonga

É engraçado como as coisas mudam com o tempo. Dois anos atrás essa música fazia todo sentido pra mim. Dois meses atrás eu nem ouvia. Dois dias atrás ouvi de novo, e voltou a fazer sentido.

É engraçado né. Como as coisas mudam. Eu não imaginava que estaria onde estou hoje: na faculdade que eu quero, no curso que eu quero, morando fora de casa, e trabalhando com o que eu gosto. Não achava que ia parar de falar algumas pessoas, e muito menos que conheceria essas pessoas novas e incríveis.

O que eu achava sobre amor e relacionamento mudou. O que eu achava que a vida seria… mudou. O meu filme preferido mudou, meu livro preferido e a minha música. As bandas variam entre as mesmas, mas depende da época – estão sempre mudando.

E aquela frase continua sendo preferida. Inexplicavelmente. Porque tudo muda. E ela nunca mudou.

E tudo que eu quero te dizer
Eu já cansei de escrever
Quero te ver enquanto não é dia

A teoria dos pólos…

Um tempo atrás (tipo, uns 3 anos atrás rs), ouvi alguém falar de brincadeira que as pessoas são “pólos positivos” e “pólos negativos”. E essa semana a teoria parecia gritar na minha cara. Ta, ok, mas o que ela fala?

Os pólos são a personalidade da pessoa. “Polo positivo” é de uma pessoa positiva, animada, feliz, e ~de bem com a vida~. “Polo negativo” é de uma pessoa desanimada, negativa, mau humorada, etc.
Por exemplo, todos temos aquele amigo que está sempre sorrindo. Quando ele chega, até o nosso humor melhora. É um polo positivo. Agora, aquela pessoa que quando entra já instaura o climão, ou parece nunca estar feliz, é o polo negativo.

Tudo bem. Até ai nada muito complexo. O problema começa com o que essas pessoas atraem. Não precisa ser um gênio da física para saber que positivo atrai negativo e negativo atrai positivo. E é aí que a física se une à personalidade.
Pessoas positivas atraem coisas negativas. Aquele seu amigo polo positivo, parece que tudo da errado na vida dele. Sim, acontece.
Pessoas negativas atraem coisas positivas. Aquela desgraça de ser humano que não faz nada, enrola todo mundo, e tem um trabalho melhor, tira notas melhores, ou está tudo bem na vida. É, infelizmente acontece.

“Mas tá, então para atrair coisas boas eu preciso ser uma pessoa ruim?”

Nada disso gafanhoto, a resposta é simples: pensamento!

Sim, pensamento positivo e negativo! É simples: quando voce tem pensamento positivo, voce atrai as coisas positivas pois são semelhantes. E o pensamento negativo atrai coisas negativas, por semelhança e afinidade! Aí a personalidade e o pensamento se unem.
É comum uma pessoa “polo positivo” ter pensamentos positivos, e estar tudo lindo, e não atraindo coisas negativas como deveria ser. Porem, outra pessoa positiva pode ter pensamentos negativos, e atrair sempre coisas negativas. Conforme o seu pensamento muda (positivo – negativo) os acontecimentos mudam (vai, é verdade…).

CONCLUINDO ESSA CONFUSÃO TODA: os pólos são a sua personalidade – positiva ou negativa. É da pessoa. Elas atraem os opostos (positivo atrai negativo, e vice e versa).
Para reverter isso e não cair na cilada da vida é mais simples do que suco de laranja: é preciso lidar com os seus pensamentos. Pensando positivo, isso intensifica a sua aura, que influencia sua personalidade, e você atrai coisas positivas. O pensamento negativo, deixa a sua aura ruim, e você atrai coisas negativas.

É tudo ligado, pensamento, personalidade e aura. E assim segue a vida.

I’m Cook mate!

❝One thing I’ve learned is that you should never look back. The past is dead and buried, you get nothing from living there. It’s all about today. But I’ve been having these dreams and the end, nothing’s real, nothing’s solid, everything’s fantasy. Fucked. An illusion. And in these dreams are my life that’s already gone by. Today means nothing. Today is just a ghost that’s haunting me.❞

Skins Rise.

É o segundo beijo no canto da boca

Adoro beijos roubados. Eles te pegam de surpresa, e por serem tão espontâneos são os que mais marcam. Você fica lembrando daquele beijo roubado, nem que seja no cantinho da boca, ou rápido. Mas lembra. Aquele formigamento inesperado que sobe e você não estava esperando. Aqueles segundos que você leva para processar o que está acontecendo.

Adoro beijos roubados, principalmente quando são na hora da despedida. Deixa aquele gosto de “quero mais”, e se foi bom… ah se foi bom, vale pela noite inteira. Vale aqueles olhares trocados, aquela esperança de que algo aconteça, e quando os lábios se tocam. Fogos de artifício talvez seja um exagero, mas sim, é quase isso. Mas não pode roubar beijo sempre, tem que ser de vez em quando, para fazer surpresa, para ser algo especial.

Só não vale beijo roubado na balada, é baixo astral.

De Todos Os Loucos do Mundo

Eu escolhi você. É, a Clarice Falcão fala isso. E eu concordo. Você é louco. Meu louco. Que me faz rir com as coisas mais bobas (quantos trocadilhos mal feitos que me fizeram chorar de rir? Quantas piadas ruins que eu amo?), me faz sorrir só de falar com você, faz meu olho brilhar ao ouvir seu nome. Das coisas que gostamos em comum, e como nos divertimos falando sobre elas. E das coisas que discordamos, e como eu dou risada discutindo sobre isso. E das coisas que não sabemos e descobrimos juntos – parece uma nova descoberta da América. Assim como descobrir você. Assim como descobrir o amor. É, você. Meu louco.

Nossa loucura. Nossas brincadeiras bobas, nossas piadas internas, nossos sorrisos, nossos abraços. Nossa loucura. Todas as vezes que você fala como eu estou bonita, como você gosta do meu cabelo (acho que é por isso que eu não corto…), como eu sou estranha, como eu sou idiota. Mas deixando claro que você também é. E somos juntos. E rimos juntos, e nos xingamos juntos, e rimos juntos. Somos loucos juntos.

Somos bobos, somos felizes. Somos loucos. Somos.

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