Catorze

Sao-Paolo

Era por volta de seis da manhã e o sol começava a aparecer tímido no horizonte. O vento enganava por ser uma das primeiras semanas de dezembro, mas fazia os pelos do braço e da nuca se arrepiarem e os ossos tremerem.

Apesar da noite anterior ter passado em claro e do horário errado para se estar fora da cama em um sábado de férias, a rua estava movimentada de carros e pessoas, e a caminhada de alguns quarteirões parecia mais demorada e divertida (ou peculiar?) do que geralmente.

As risadas e palavras (com ou sem sentido) preenchiam o ar com melodia. Os sorrisos diferenciavam aquele momento e os olhos brilhantes deixavam a dúvida se ainda eram resquícios do álcool ingerido, sono ou puro encantamento.

O dia nascia, as nuvens encobriam o sol tímido. As risadas cessavam, mas os sorrisos continuavam lá, em algum lugar. E a felicidade estava ali, marcando presença.

 

Dia 14.12.13 eu vi o dia nascer na Paulista, sentada no vão do MASP. Mesmo que não estivesse sol, foi um dos momentos preferidos na minha vida. 

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